Essa do Estadão, de lançar uma revista de grandes reportagens sobre a Amazônia. A revista, que veio encartada na edição de domingo, primeiro me assustou, pra depois fazer algum efeito, digamos, intelectual (este post).
Assustou porque é um espaço bastante nobre, com papel nobre e impressão de excelente qualidade, bem como um tratamento gráfico que se vê em pouquíssimas publicações - as que a apresentam, dificilmente são voltadas a um público mais geral e nunca são gratuitas. Creio que é óbvio, também, que não há nenhum inocente aqui que ache que isso foi fruto de um nobre sacrifício e esforço do Estadão para conscientizar as pessoas sobre a importância da floresta - mas que, sim, deve ter tido patrocinadores no mínimo grandes.
A intenção não sei se cabe discutir, já que é possível olhar por diversos ângulos - como sempre -; posso tanto ver como um oportunismo diante dos constantes alertas sobre aquecimento global e meio ambiente para vender mais exemplares, como posso ver como uma iniciativa genuína de um trabalho genuíno de jornalismo cumprindo uma função verdadeiramente social. Eu? Acho que são os dois.
"Ih, reacionária", podem pensar alguns; "Pra gostar do Estadão...". Não, não é pelo fato de ser do Estadão ou de qualquer outro jornal. É pela qualidade dos textos e das fotografias, pela quantidade e detalhamento dos dados, que "denunciam" uma apuração no mínimo grande da reportagem. Características que creio ser as essenciais para que um trabalho jornalístico possa exercer a sua função social de não só informar, mas formar - ou, no mínimo, dar subsídios para que o leitor possa se formar.
terça-feira, 27 de novembro de 2007
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